Glaucoma agudo de angulo fechado

Caracterizado por um aumento súbitos da pressão intra ocular.
Isto ocorre em olhos susceptíveis quando a pupila dilata e bloqueia o fluxo do fluido através dela, levando à iris a bloquear a malha trabecular. Glaucoma de ângulo fechado pode causar dor e reduzir a acuidade visual (visão borrada) e pode levar à perda visual irreversível dentro de um curto período de tempo.
É considerada uma situação de emergência oftalmológica e requer tratamento imediato. As pessoas em crise de glaucoma agudo apresentam sintomas de forte dor ocular, turvação visual, podem ainda apresentar nauseas, vômitos, cefaléia, visualização de halos coloridos.
glaucoma
Tratamento
O tratamento do glaucoma primário de ângulo fechado é essencialmente cirúrgico; no entanto, é necessário combater primeiro o processo agudo da afecção por meios clínicos. O tratamento clínico visa restabelecer a circulação do humor aquoso da câmara posterior para a anterior e desta forma reduzir a pressão intraocular; consiste no uso de inibidores da anidrase carbônica via oral ou endovenosa e agentes hiperosmóticos (mais comumente o manitol por via endovenosa).
Temos, ainda, as medicações tópicas como os mióticos (colírios de pilocarpina 2% 3 vezes a cada hora) que atuam favoravelmente, quando a pressão intraocular está abaixo de 40 mm Hg.

Para debelar o processo inflamatório da crise glaucomatosa utilizamos colírios de corticosteróides e para reduzir a formação de humor aquoso nos valemos de beta bloqueadores adrenérgicos em forma de aplicação tópica.
Uma vez debelado o processo agudo, indica-se o tratamento cirúrgico que corresponde a iridectomia cirúrgica ou a laser (argônio ou Yag) com a intenção de se prevenir novo bloqueio pupilar e portanto, novas crises isquêmicas das estruturas intraoculares.
Claramente, a iridectomia a laser desde a década passada tem revolucionado o tratamento dos glaucomas agudos. No entanto, certas situações (leucoma, edema de córnea, incapacidade de o paciente se sentar à lâmpada de fenda ou baixa fixação visual) exigem a iridectomia cirúrgica.
A iridectomia deve ser sempre realizada no olho acometido pela crise glaucomatosa e pode ser efetuada no olho contralateral assintomático. Esta conduta se baseia nos estudos de BAIN (1957) e LOWE (1962, 1968) que admitem que 45-70% dos olhos contralaterais poderiam desenvolver crise aguda nos 10 anos seguintes ao desencadeamento do glaucoma agudo unilateral.

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